Abismar-se
Engoli-te e comeste-me por dentro;
Amaste-me e engasgaste-te no centro
Daquele ácido que me corre nas veias
Plasmas tecidos em trapézios de teias.
Morreste-me quando te morri a ti;
Arranháste-nos quando a ti te mordi,
E nem por isso deixámos de nos entregar,
Nem por isso continuámos a abraçar
O nada da escuridão mútua,
O tudo da entrega perpétua.
Acontecemo-nos.
Abismámo-nos.
Nego-te.
Suicido-te.
Bebemos o erro até à inconsciência
Acreditámos na mentira da inocência.
Encontro-te na falha de uma noite triste,
Nossa e do mundo que nunca viste.
Mas não trocaria a amargura de então
Por nenhuma corda ou salvação.
Amaste-me e engasgaste-te no centro
Daquele ácido que me corre nas veias
Plasmas tecidos em trapézios de teias.
Morreste-me quando te morri a ti;
Arranháste-nos quando a ti te mordi,
E nem por isso deixámos de nos entregar,
Nem por isso continuámos a abraçar
O nada da escuridão mútua,
O tudo da entrega perpétua.
Acontecemo-nos.
Abismámo-nos.
Nego-te.
Suicido-te.
Bebemos o erro até à inconsciência
Acreditámos na mentira da inocência.
Encontro-te na falha de uma noite triste,
Nossa e do mundo que nunca viste.
Mas não trocaria a amargura de então
Por nenhuma corda ou salvação.

2 Comments:
Tenho um poema semelhante.
Não tão bom, confesso.
Agrada-me imenso esta temática *
isto é inacreditável. é bom demais. para mim, melhor que o rasgão. é lindo. arrepiei-me. (e só nao estou a comer chocolate porque estou de dieta... finalmente.)
grande beijo luso *
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