Wednesday, May 16, 2007

Quero-te.
Luz e cortes, em linhas horizontais
Cobardia e medo, num sol dormente
Passos densos, caminho para ti
Querer é rasgar-me pelos atalhos
Vendes silêncio a espaços que compro sem pensar
Apago o que disse, refaço o que fiz, recupero o ar que me roubas
Porque eu quero querer

Querer é querer muito, quando se sabe o que se quer
Querer é possuir já sem sequer se ter
(Sei que me vou arrepender)
Querer é não querer
Querer é ferir o corpo, já quebrado.

Quero-te.
Luz e letargia, nas persianas dormentes
Solidão e medo, sob um sol vertical
Vozes quentes, caminho para ti
Querer é morrer aqui
Vendo-te os passos, guio-te sem pensar
Deixa-me dar-te outras palavras, recuperar o ar que me roubas
Só porque quero querer


Querer é dizer, mas tu não dizes o que queres
Querer é falar contigo, não dizer nada
(Sei que me vou arrepender)
Querer é querer mais, beijar-te outra vez
Querer é ferir os nossos corpos, já quebrados.

0 Comments:

Post a Comment

<< Home